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19 mai 2026 · 7 min de leitura

Do .NET Framework ao .NET 8: migrar sem dor

Strangler fig, testes de caracterização e migração por fatias — o caminho seguro para sair do legado.

C#.NET

Ainda há muito .NET Framework em produção — e, atenção, muitas dessas aplicações correm bem. O problema é o futuro: o fim do suporte, a falta de novidades e a dificuldade em correr em Linux ou em containers tornam a migração inevitável. A boa notícia é que não precisa de ser um big bang. Pelo contrário: as migrações que correm melhor são as que ninguém repara.

Começa-se por um inventário honesto. Que dependências existem e que equivalente têm no .NET moderno? É aqui que aparecem os dois escolhos clássicos, WebForms e WCF, que quase sempre exigem reescrita parcial em vez de migração automática. Para o resto, ferramentas como o .NET Upgrade Assistant fazem o trabalho pesado.

Com o inventário feito, a estratégia que recomendo é o strangler fig: a aplicação legada continua a correr enquanto migras por fatias — um endpoint, um módulo, um serviço de cada vez. A acompanhar cada fatia, testes de caracterização que garantem que o comportamento não muda. O ganho é enorme: cada fatia entregue é valor real, em vez de meses de trabalho no escuro à espera de um grande dia de viragem.

A migração é também uma boa altura para pagar dívida técnica seletiva — nullable reference types ligados, logging estruturado, configuração por ambiente. Mas com disciplina: migração não é a altura para redesenhar tudo. Muda de plataforma primeiro, melhora depois.

No fundo, trata-se de trocar o motor com o carro em andamento — devagar, uma peça de cada vez, e sem parar na berma.

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