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06 out 2026 · 5 min de leitura

Manutenção de websites: porque não é um extra

Um site sem manutenção é um carro sem revisões — o que incluo e porque cobro mensal.

FreelancingServiços

Há uma conversa que tenho com praticamente todos os clientes: o site não termina no dia do lançamento. Naquele dia ele está no melhor estado em que alguma vez esteve — e a partir daí começa a degradar. Plugins por atualizar, certificados, cópias de segurança que ninguém testa, formulários que deixam de enviar depois de uma atualização do servidor. Um site sem manutenção é um carro sem revisões: funciona até ao dia em que não funciona.

O que incluo no meu plano de manutenção é deliberadamente chato e previsível. Atualizações regulares do core, plugins e dependências, sempre com backup antes. Cópias de segurança automáticas — e testadas, porque um backup nunca restaurado é um palpite. Monitorização de uptime e alertas quando o site cai ou o certificado está a expirar. E um banco de horas pequeno para pequenas evoluções: mudar um texto, acrescentar uma secção, trocar uma imagem.

Porque cobro mensal em vez de "chama-me quando precisares"? Porque o modelo por chamada pune quem previne. Se só ganho quando algo se parte, o incentivo está errado — para ambos. Com mensalidade, o meu interesse é o site estar estável o mês inteiro, e o cliente sabe exatamente quanto gasta por ano. O preço que pratico, desde 49 euros por mês, custa menos do que uma hora de emergência fora de horas.

E há um argumento de negócio que costuma fechar a conversa: para a maioria das empresas, o site é o vendedor que nunca dorme. Se ele está em baixo um dia, as chamadas não chegam, os formulários não aparecem. Manutenção não é custo de TI — é seguro do canal de vendas.

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