29 set 2026 · 5 min de leitura
Os primeiros 100 pontos de PageSpeed: por onde começo
Imagens, fontes e render-blocking — a ordem de intervenção que uso em qualquer site que caia nas minhas mãos.
Quando pego num site lento, não começo por otimizações exóticas. Começo pelas três ou quatro causas que respondem por quase toda a lentidão que encontro — e a ordem importa, porque a intervenção que poupa mais tempo é quase sempre a primeira.
Imagens primeiro. Um banner de 3 MB em PNG para aparecer a 800px de largura é o clássico: redimensionar para o tamanho real, servir WebP ou AVIF e carregar abaixo da dobra com loading="lazy" costuma cortar metade do peso da página. Quase nunca é necessário mais do que isto para o LCP melhorar de forma visível.
A seguir, fontes e JavaScript que bloqueiam o render. Carregar três pesos de uma fonte quando se usa um é desperdício; subconjuntos e font-display: swap evitam o texto invisível. Do lado do JS, o que não é preciso para o primeiro ecrã sai do caminho — deferred, ou carregado só quando o utilizador chega lá. E atenção ao CLS: nada estraga mais uma experiência do que o conteúdo a saltar enquanto se lê.
Só depois disso entro no terceiro nível: cache, CDN, compressão, SSR versus SPA. Ferramentas que automatizam esta verificação — o PageSpeed Insights, o WebPageTest ou as auditorias de performance que corro nos sites que mantenho — ajudam a não depender da memória para a checklist.
A métrica que observo com mais atenção é o INP, que substituiu o FID como métrica de responsividade nos Core Web Vitals: um site pode carregar depressa e ainda assim parecer lento se demorar a reagir ao primeiro clique. Medir antes e depois, sempre — sem medição, "mais rápido" é uma sensação, não um facto.
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