30 jun 2026 · 6 min de leitura
Programar com IA sem perder qualidade
Prompts bons, verificação obrigatória e testes — o meu workflow com Copilot e afins.
Uso assistentes de IA para programar há mais de dois anos e a conclusão é clara: a ferramenta é excelente, o workflow é que decide se o resultado é bom ou mau. Eis o meu, refinado à força de erros.
Primeiro, contexto antes de código. Um prompt vago gera código vago. Dou sempre: o objetivo, as restrições (framework, versão, padrões do projeto) e exemplos do código existente. Quanto melhor o contexto, menos iterações.
Segundo, desconfiança por defeito. A IA inventa APIs que não existem, usa versões deprecadas e ignora edge cases. Tudo o que ela gera passa por três filtros: compila e corre? Os testes passam — incluindo um teste novo que eu escrevo para o caso traiçoeiro? Eu percebo cada linha?
Terceiro, iteração guiada em vez de regeneração cega. Quando o resultado falha, explico o erro e peço a correção cirúrgica em vez de pedir tudo de novo. E documento decisões importantes em comentários — o "eu futuro" e a equipa agradecem.
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