11 nov 2025 · 4 min de leitura
Web Summit 2025: IA e startups — notas do terreno
O que as startups de IA presentes estavam realmente a vender — e a comprar.
No segundo dia do Web Summit 2025 foquei-me nas startups de IA com uma pergunta simples: o que vendem, a quem, e com que modelo de negócio. O padrão foi claro logo nos primeiros stands — acabou a era do "wrapper de chatbot". O mercado deixou de comprar conversas e passou a exigir o workflow completo.
As que impressionaram resolvem um trabalho inteiro de ponta a ponta. Do email de suporte à resolução registada no CRM. Da fatura em PDF ao lançamento contabilístico. A IA como peça de um processo, não como produto — e é essa distinção que separa as que faturam das que ainda vivem de ronda em ronda.
Do lado dos compradores — conversei com vários — a pergunta número um também mudou. Já não é "o que é que isto faz?", mas "onde correm os meus dados e quanto custa por mês quando escalar?". Privacidade, deployment europeu e preço previsível fecham negócios. Ninguém assina um contrato para descobrir a fatura depois.
A lição para quem constrói é direta: a diferenciação está nos dados e na integração, não no modelo. Toda a gente usa os mesmos LLMs — ganha quem resolve o último quilómetro do problema do cliente, que é onde mora o trabalho chato e onde está a vontade de pagar.
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