13 nov 2025 · 6 min de leitura
Web Summit 2025 em Lisboa: o que vi
Três dias de talks, corredores e startups — o essencial do que trouxe da maior conferência de tech.
Estive no Web Summit 2025 em Lisboa e, como sempre, o valor esteve menos nos palcos principais e mais nos corredores: conversas com founders, demos de startups early-stage e o pulso real do mercado europeu de tech. As talks ficam no YouTube; as conversas não.
O tema dominante foi — sem surpresa — IA aplicada. Mas com uma mudança de enquadramento face aos anos anteriores: já não se discutia "vamos usar IA", mas "como cortar custos e tempo com IA em produção". Agentes autónomos para suporte e vendas, ferramentas de código assistido em quase todos os stands de devtools. A pergunta deixou de ser se, passou a ser quanto poupa.
Para Portugal, as notícias são boas. Cada vez mais startups internacionais a contratar e a abrir escritórios em Lisboa, e um ecossistema local visivelmente mais maduro — menos hype, mais receita. Falei com várias equipas portuguesas já a faturar a sério lá fora, o que há três anos era exceção.
A minha conclusão prática, no entanto, é sobre como se vai a uma conferência: o networking tem de ser intencional. Defini 10 conversas-alvo por dia antes de ir e voltei com 3 contactos que já viraram reuniões. Ir "ver o que há" é a forma mais cara de passear no Parque das Nações — e as melhores oportunidades não estavam em lado nenhum do programa.
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